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Semestre sem lançamento: Webzen vê lucro cair 26,8% — e o MU segue entregando patch toda terça

2 de outubro de 2026

Quem acompanha o MU Online pelo lado de dentro do jogo vê um calendário cheio: três updates de Season 21-1 entre julho e setembro e patch note toda semana. Quem acompanha pelo lado da planilha vê outra coisa — e as duas leituras explicam uma à outra.

Os números do semestre

A Webzen divulgou em 6 de agosto de 2026 os resultados consolidados do primeiro semestre: receita de 77,3 bilhões de wones, lucro operacional de 11 bilhões e lucro líquido de 15,1 bilhões, com queda de 4% na receita e de 26,8% no lucro operacional em relação ao ano anterior. No segundo trimestre isolado, foram 38 bilhões de wones de receita e 5,6 bilhões de lucro operacional, com recuos de 2,8% e 8,4%. A própria empresa aponta a desaceleração de lançamentos novos como peso no desempenho.

O trimestre anterior já tinha dado o tom. Em 12 de maio de 2026, a Webzen reportou 39,3 bilhões de wones de receita, 5,3 bilhões de lucro operacional e 8,8 bilhões de lucro líquido no primeiro trimestre, e um detalhe interessa muito a quem joga do Brasil: as vendas no exterior chegaram a 51% do total, ultrapassando a receita doméstica e se mantendo como principal fonte de caixa. No agregado anual, a receita de 2025 ficou em 174 bilhões de wones, o menor valor desde 2017.

A disputa que entrou na conta

Parte da queda doméstica tem nome. A Webzen citou o atrito com a desenvolvedora Hound13 em torno do título Dragon Sword, com as duas empresas em processo judicial sobre a legitimidade do encerramento do contrato de publicação após pagamento parcial de obrigações de garantia mínima; com o serviço suspenso, a Webzen devolveu os pagamentos dos usuários ligados ao jogo. A Hound13 alega violação contratual por parte da publisher, e reportagem de 28 de fevereiro de 2026 registrou pagamento de US$ 2,2 milhões da Webzen à Hound13 em meio à disputa.

Por que isso aparece no MU

Com lançamento novo travado e metade da receita vindo de fora, o IP de 2001 continua sendo o ativo que trabalha todos os dias. E trabalha mesmo: a Season 21-1 saiu em três etapas — Part 1 em 21 de julho de 2026 com a classe Crusader, o segundo update em 11 de agosto com o Sanctuary of Aquilas, o tier Ancestral Imperial e o servidor Idavoll, e a Part 3 em 1º de setembro com a Elite Zone de Aquilas. Depois disso, a Webzen seguiu publicando patch notes semanais, com o mais recente em 22 de setembro de 2026, além de manutenção programada para 29 de setembro de 2026.

Vale somar a isso o movimento de retenção que a empresa tem usado no PC: os Speed Servers permitem subir personagem com as classes reforçadas e transferir de graça para os servidores principais, com assinantes podendo migrar para o servidor Duke previsto para outubro, e quem passa do nível 780 recebe materiais do Speed Server Plus para avançar até o nível 1.200.

A leitura prática

Nada disso significa risco imediato para o serviço — significa prioridade. Um semestre sem jogo novo empurra o caixa para os títulos maduros, e títulos maduros são sustentados por evento, pacote e servidor novo, não por reinvenção. É exatamente o desenho que o jogador tem visto desde julho: conteúdo de endgame, servidor fresco para reabrir corrida de poder e um ciclo de eventos que recomeça toda terça.

Para quem joga no Brasil, a métrica a observar não é o roadmap bonito, e sim aquele 51% de receita internacional. Enquanto o mercado doméstico coreano encolhe, é o jogador de fora que paga a conta — e quem paga a conta tende a continuar recebendo update.

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